segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Que escritor eu quero ser?





Que peça eu quero ser?
 
Neste mês de agosto, que é o dos pais, realizo um sonho que dificilmente conseguiria se não fosse a paternidade: publicar um livro infantil!

Todos os que gostam de escrever, que se dedicam a contar no papel histórias que acontecem às vezes só em suas cabeças, ou fatos cotidianos que passam despercebidos; ou ainda quem escreveu alguns versos por um amor extraviado, por uma alegria indescritível ou por uma dor atroz, todos esses, uma hora ou outra, fantasiam com uma publicação encadernada (ainda que sejam tempos de e-books) levando seu nome na posição de destaque: o autor!

Confesso que foi uma inocente inspiração, pensando em agradar aos meus dois filhos, que deu origem a uma historinha em versos que trazia elementos de uma outra paixão, o jogo de xadrez. Os versinhos ficaram em casa, guardados na gaveta, mas, tal um peãozinho que avança nas casas do tabuleiro de xadrez rumo à promoção a uma peça mais poderosa, o projeto foi crescendo em minha mente até que me surpreendeu um dia, pronto para vir ao mundo.

Assim nasceu “Que Peça eu quero ser?

Engana-se quem pensa que é simples o ensejo, pois um livro para crianças exige voltar no tempo, para quando tudo era límpido e novo, para reencontrar a fantasia que a dureza dos anos tira de nós. É ainda maior o cuidado, pois aos pequenos queremos oferecer o que temos de melhor, assim deixa-se vir lá do fundo, da criança interior, as ideias e as palavras certas.

Além do público ser especial, também o assunto é coisa séria para mim: o jogo de xadrez. O menino que encontro às vezes em minhas lembranças apaixonou-se pelo jogo de peças enigmáticas e fascinantes há muitos anos e nunca mais esqueceu-se delas. Assim, não aceitaria jamais eternizar num livro uma vírgula sequer sobre o jogo se não fosse para contribuir de forma positiva.

Espero que o livro agrade aos pequenos leitores (tem dois aqui loucos para ver a versão final, impressa e encadernada, mas que já aprovaram o texto original desde a primeira versão). Se, de quebra, “Que Peça eu quero ser?” conseguir reproduzir em algum menino ou menina de hoje o encanto que tive desde meu primeiro contato com as peças de xadrez, ficarei mais que plenamente feliz, estarei realizado!

Claro que há muitas pessoas a agradecer. Primeiro aos meus filhos, que são os destinatários originais da história, e à mãe deles que me incentivou bastante a levar o livro adiante. À minha mãe que me deu meu primeiro jogo de peças e que sempre me apoiou neste e noutros projetos. À minha sogra, que pensa ser eu muito mais sabido do que realmente sou. À Katiusha de Moraes, amiga de infância e dona da Editora Expresso Poema, pelo entusiasmo com que recebeu meu original e pelo esforço em levar o projeto adiante. Ao ilustrador Rafael Limaverde, pela sensibilidade e capricho que teve ao compor as lindas imagens, hoje inseparáveis do texto. À tia Elisabete Marques, pela entusiasmada revisão do texto.

Enfim, há sempre a chance de esquecer alguém, mas todos os meus amigos e familiares, os queridos leitores deste blog LQI, alguns que vêm acompanhando meus textos desde o antigo Vontade.de/Ler, os amigos enxadristas, os amigos de escola que reencontrei ano passado, amigos que a vida trouxe e levou, meus colegas de trabalho, que têm a gentileza de abrir os links das postagens… todos vocês têm um papel fundamental. Cada um de vocês um dia me ajudou a acreditar um pouco mais que as coisas que eu penso e escrevo têm algum valor, pois mereceram um pouco do tempo de vocês, e se eu continuar a escrever, não se esqueçam, a culpa é toda de vocês! Muito obrigado.


2 comentários:

Katiusha de Moraes disse...

Rewbenio, meu caríssimo amigo, sou igualmente grata a todas as pessoas que você mencionou. Foi nítida a ajuda de todos! Trabalhar contigo foi e está sendo fantástico! Espero que essa parceria traga ainda muitos outros frutos e desejo, do fundo do meu coração, muito sucesso na sua carreira de escritor. Estou muito orgulhosa de você!

Kasé disse...

Mestre Rewbenio,
Você é diferenciado! Você tem leitores simplesmente por escrever de forma tão leve e tocante, revelando verdades e ensejando-nos mistérios, ou seja, fazendo-nos pensar, tal qual num jogo de xadrez! Grande abraço!!!