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sábado, 27 de agosto de 2016

Xadrez e Abnegação




O tema de hoje é abnegação.

“Como assim!? Não seria, combinação?”

Não, abnegação mesmo, mas aplicada ao Xadrez.

Nos muitos anos que estou envolvido com o Xadrez, desde a época dos torneios escolares, Xadrez universitário, de forma mais conceitual (nas pausas para pensar na vida profissional), no retorno em 2010 e, mesmo agora, neste novo momento conceitual, eu presenciei muitos casos de abnegação.

É abnegado o jogador que vai sublimando, derrota após derrota, seu amor pelo jogo. Abnegado o candidato a Mestre, que abre mão de carreiras mais rentáveis, pelo amor ao jogo. Abnegado o árbitro, muitas vezes abrindo mão do convívio familiar em finais de semana, para dar aos outros enxadristas o prazer de disputar uma competição.

Eu conheci muitos abnegados, mas hoje tenho algo recente a falar de alguns: todos da Academia Damasceno de Xadrez (ADX), em especial na figura do patrono Sr. Alécio Damasceno,  e do Prof. Ari Maia. Foram pessoas que muito me motivaram nos caminhos do jogo, cada um à sua maneira, numa determinada época.


O Prof. Ari Maia, já conhecido em todo o Brasil pelo seu trabalho voluntário pelo crescimento da prática do Xadrez, foi meu primeiro professor do jogo, e hoje está a frente, entre outras ações, da Liga Brasileira de Xadrez (LBX). Ele acaba de lançar e disponibilizar gratuitamente na internet um e-book com as Leis do Xadrez  Comentadas. A visão, acertada, de Ari Maia é que popularizar as regras e formatos dos torneios é um catalisador natural para o crescimento do número de praticantes do Xadrez. Gostaria de parabenizar meu antigo professor pela iniciativa.

Já a ADX, eu conheci quando fui morar em Natal (RN). Fiquei impressionado com a Academia. Tive logo a grata satisfação de lembrar que havia enfrentado (e perdido para) o Sr. Alécio no famoso Torneio Circuito do Sol, realizado em Fortaleza em 1994. Ele ainda conserva a súmula da partida. Ali, quiçá no melhor salão de jogos do Brasil, joguei muitos torneios na minha mais recente tentativa de retorno ao Xadrez de competição, e foram experiências memoráveis. Lá na ADX eu acho que se segue à risca o antigo lema do CXEB: “Leva o Xadrez, traz o amigo”.

Átila, Lênia, este autor e Alécio Damasceno (acervo pessoal)

Como estou partindo de Natal, fui recentemente me despedir e deixar uma pequena lembrança em sinal de amizade e gratidão àquela família que adotou o Xadrez como missão e estilo de vida.

Mesmo agora, numa posição mais afastada, continuo observando e saudando esses abnegados heróis do jogo. Pessoas assim não movem somente peças frias nos tabuleiros, elas movem o Xadrez pelo Mundo.


Compartilhe: http://bit.ly/XadrezAbnegado

4 comentários:

Kasé disse...

Muito bacana, Rewbenio. Sem dúvidas, a abnegação cotidiana é prática dos nobres! Abraço

Ricardo Parente disse...

Ótima leitura, agradável e didática. Tentarei acompanhar suas postagens, uma vez que sou um diletante no tema. Maia amor do que conhecimento. Felicidades nesta jornada. Abrcs
Al. 969 - Ricardo Parente

Paulo Dantas disse...

Você deveria escrever sempre, Rewbas! Seu estilo é claro e sutilmente poético. Um abraço!

ramabircabral disse...

Beleza Rewbenio beleza é saber valoriza a quem nos ensina a ter valor, um professor por pior que seja leva uma vantagem que é a experiência de vida. Forte abraço do amigo Dr sempre. Tio Riba