domingo, 9 de fevereiro de 2014

Outra jóia de Anderssen




Anderssen, A. - Dufresne, J.
Berlim, 1852
Partida Sempre Viva, posição após 18. … Tg8.

Após ter assegurado seu lugar na posteridade com a Partida Imortal, já bastante popular na própria época em que foi jogada, Anderssen não se deu por satisfeito e honrou o xadrez com outra obra-prima.

Jean Dufresne não era um jogador tão forte como Lionel Kieseritzky, mas teve o privilégio de ser pupilo do próprio Anderssen, um dos motivos de o histórico entre os dois ser tão favorável para este último (+25 –5 =2, incluindo esta partida Sempre Viva). Além de ser o perdedor da partida Sempre Viva, Dufresne voltou-se mais para o ensino e divulgação do jogo e passou para a posteridade enxadrística como o autor de um dos mais famosos livros de xadrez do século XIX Lerbuchder Schachspiels , que segue sendo editado até os dias de hoje!

Após uma disputa equilibrada, no mais puro estilo romântico de ataque, Anderssen sacrifica seu cavalo, que foi erroneamente aceito, trazendo à luz um das mais belas combinações de mate da história do jogo: 19. Tad1! Dxf3 (19. … Dh3 ainda permitiria às negras se defender). 20. Txe7 Cxe7 21. Dxd7! Rxd7 22. Bf5+ (duplo) Re8 23. Bd7 Rf8 24. Bxe7++.

Um comentário:

Paulo Vilela disse...

Realmente, espetacular a combinação!